quarta-feira, 29 de abril de 2026
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Festival da Cunhã mira captação de R$ 3,8 milhões pela Lei Rouanet e entra em debate sobre uso do mecanismo

O Festival da Cunhã 2026, previsto para ocorrer em Manaus, está autorizado a captar até R$ 3,83 milhões por meio da Lei Rouanet, mecanismo federal de incentivo à cultura. O projeto é liderado pela influenciadora e ex-BBB Isabelle Nogueira, também conhecida como Cunhã-Poranga do Boi Garantido.

Dados do Portal da Transparência indicam que cerca de R$ 790 mil já foram viabilizados pela empresa responsável pela organização do evento, a Nosso Show Gestão de Eventos Ltda.

Criada em 1991, a Lei Rouanet permite que empresas invistam em iniciativas culturais com possibilidade de abatimento no Imposto de Renda, por meio de renúncia fiscal. Apesar de amplamente utilizada, a legislação é frequentemente alvo de críticas, especialmente quanto à concentração de recursos em projetos de grande visibilidade.

Nesse contexto, eventos com forte apelo comercial e venda de ingressos, como o Festival da Cunhã, acabam entrando no centro do debate sobre os critérios de financiamento.

A proposta do festival é valorizar a cultura amazônica e funcionar como uma espécie de prévia do Festival de Parintins, reunindo música regional, gastronomia e atrações nacionais. Entre os nomes confirmados estão Joelma, David Assayag, Márcia Novo, Israel Paulain e outros artistas.

Na edição anterior, o evento chamou atenção pelo formato, incluindo a hospedagem de influenciadores em um hotel de selva de alto padrão em Manaus, reforçando o perfil de experiência voltado ao entretenimento e à visibilidade nas redes sociais.