sexta-feira, 1 de maio de 2026
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‘Café na Equoterapia’ encerra programação do Abril Azul da Polícia Militar, com acolhimento a mães atípicas em Manaus

Realizado na manhã desta quinta-feira (30/04), na sede do Comando de Policiamento Especializado (CPE), bairro Dom Pedro, zona oeste de Manaus, o “Café na Equoterapia” marcou o encerramento da programação do Abril Azul, no estado, e fez parte das comemorações de 189 anos da Polícia Militar do Amazonas (PMAM). A iniciativa contou com a presença da primeira-dama interina Thaísa Cidade. Durante a ação foram oferecidos serviços de saúde, beleza e bem-estar às mães atípicas.

Defensora das pautas relacionadas ao autismo, a primeira-dama interina Thaísa Cidade destacou a importância de iniciativas de cuidado com as mães, reconhecendo o papel fundamental que exercem na rotina das famílias atípicas.

“Esse é um tema que nos sensibiliza e é uma das bandeiras de vida do governador interino Roberto Cidade. É fundamental olharmos para as crianças atípicas, mas também é importante cuidarmos de quem cuida. O trabalho que a Polícia Militar faz aqui, através desse projeto da equoterapia, é incrível. Estou aqui em nome do governador interino Roberto Cidade para parabenizar e agradecer por esse trabalho de tanta sensibilidade”, afirmou a primeira-dama interina.

O evento fez parte do conjunto de mais de 20 ações sociais e educativas realizadas ao longo do mês de abril, dentro da campanha Abril Azul, que promove a conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), e reforça a importância da inclusão e do cuidado integral às pessoas com deficiência e suas famílias.

Compromisso social

O comandante da cavalaria da Polícia Militar, major PM Queiroz, ressaltou que a ação também simboliza o compromisso social da corporação, que celebra 189 anos de atuação no estado.

“Um evento muito importante que consagra os eventos de comemoração aos 189 anos da Polícia Militar do Amazonas. Uma Polícia Militar que é braço forte, mas também está no seio da sociedade, avante conduzindo sempre a sociedade com os nossos programas sociais. A equoterapia da Polícia Militar do Amazonas é mais um programa social, bem como a Escola de Equitação aqui da Cavalaria que, desde 1992, conduzem a terapia feita por cavalos. Esse método terapêutico utiliza o cavalo em uma abordagem multidisciplinar nas áreas da equitação, educação e saúde”, declarou o comandante da cavalaria da PMAM.

A madrinha da Equoterapia, Miriam Bó, enfatizou o alcance social do programa e os benefícios observados no desenvolvimento dos praticantes, além do suporte oferecido às famílias.

“Além de contar com esse trabalho que é desempenhado pela equipe multidisciplinar e pelos policiais militares, nós temos também a parte de acolhimento a essas famílias, onde nós promovemos aqui um espaço de fala, um espaço de integração e um espaço de realmente acolhimento integral a essas famílias. Porque a gente sabe que não basta ser só a prática, a prática é muito importante, mas ela não é tudo. Então aqui a gente trabalha com o tripé, polícia militar, praticante e família”, explicou Miriam Bó.

Núcleo de Equoterapia

O Núcleo de Equoterapia da PMAM foi criado, em 2020, como um serviço terapêutico que utiliza o cavalo como instrumento de reabilitação em uma abordagem multidisciplinar, envolvendo áreas como saúde, educação e equitação. A prática estimula o desenvolvimento físico, emocional e social dos praticantes por meio do movimento do animal.

Atualmente, o espaço atende cerca de 220 praticantes, sendo 92 pessoas com autismo, além de pacientes com paralisia cerebral, síndrome de Down e outras condições, inclusive raras.

Entre as participantes, a professora Maria da Silva, de 54 anos, mãe de José Henrique, de 19 anos, que participa da equoterapia há quatro anos, pontuou o impacto do projeto na vida da família e a importância do acolhimento oferecido às mães.

“É extremamente importante, principalmente por esse ponto de ser gratuito, com a equoterapia e qualquer atividade de hipismo é muito custosa. É um projeto que eu considero grandioso para o estado do Amazonas. A terapia não é apenas para os nossos filhos, é também para nós mães, aqui a gente conversa, aqui a gente ri, brinca, chora, troca nossas experiências. É um espaço muito bom para toda a família”, celebrou a professora.