terça-feira, 26 de maio de 2026
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“Não sou bandida”, diz Deolane Bezerra em carta escrita na penitenciária

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra divulgou uma carta escrita da penitenciária onde está presa, afirmando ser alvo de perseguição e negando qualquer envolvimento com o crime organizado. Ela foi detida na última semana durante uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

Na mensagem, Deolane afirmou estar “enjaulada por pura perseguição” e declarou que os valores investigados seriam referentes a honorários advocatícios recebidos legalmente durante sua atuação profissional. A influenciadora também disse que nunca integrou a facção criminosa e criticou o fato de não ter sido ouvida pelas autoridades ao longo das investigações.

Segundo o Ministério Público, a apuração começou em 2019 após a descoberta de bilhetes escondidos em celas da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. As investigações apontaram uma transportadora suspeita de atuar como empresa de fachada para movimentação de recursos do PCC. De acordo com os investigadores, parte do dinheiro teria sido transferida para contas ligadas à influenciadora.

A defesa sustenta que Deolane é inocente e afirma que todos os depósitos recebidos foram legais e devidamente declarados. No último domingo (24), o Tribunal de Justiça de São Paulo negou um pedido de habeas corpus apresentado pelos advogados da influenciadora.

Ela segue presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, enquanto a defesa avalia recorrer da decisão em instâncias superiores.

Na carta, Deolane também rebateu informações divulgadas durante a investigação, negou possuir dezenas de empresas em seu nome e afirmou que nunca esteve na Penitenciária de Presidente Venceslau. “Não sou e nunca fui bandida. Sou mãe, empresária e advogada”, escreveu.