
Uma mulher de 37 anos presa em Joinville (SC) por falsidade ideológica e uso de identidade falsa é alvo de investigações e processos em pelo menos cinco estados brasileiros. Segundo a Polícia Civil, ela teria se passado por uma menina de 12 anos para obter acolhimento, assistência e benefícios de famílias que acreditavam estar ajudando uma adolescente em situação de vulnerabilidade.
Identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira, a mulher teria utilizado diferentes nomes e versões de sua história ao longo dos últimos anos para sustentar a falsa identidade. Entre os nomes usados estão Gabriele, Ana Clara, Maria Eduarda, Beatriz e Maria Clara. Casos semelhantes envolvendo a investigada foram registrados desde 2018.
Um dos episódios de maior repercussão ocorreu em Nova Iguaçu (RJ), em 2023. Na ocasião, Amanda convenceu duas mulheres de que era uma garota de 12 anos vítima de exploração sexual. Comovidas, elas alugaram uma casa para a suposta menor, além de fornecer roupas, alimentos e itens de higiene. Posteriormente, as autoridades concluíram que a história era falsa.
Há ainda registros de ocorrências em estados como São Paulo, Goiás e Santa Catarina. Em Goiânia, a mulher chegou a ser condenada por falsidade ideológica após apresentar documentos falsos durante um atendimento médico e ser inicialmente tratada como criança.
O caso mais recente veio à tona em Joinville, onde Amanda viveu por cerca de 14 meses com uma família que acreditava estar acolhendo uma adolescente. Para justificar a aparência física incompatível com a idade informada, ela alegava ser autista e ter sido submetida ao uso forçado de hormônios na infância.
Após a prisão, a Justiça de Santa Catarina converteu a detenção em prisão preventiva e autorizou a realização de exames de sanidade mental, conforme pedido da defesa. O advogado da investigada informou que aguarda o resultado da perícia e não irá se manifestar até a conclusão do processo.







