
O fenômeno El Niño voltou a acender o alerta para uma possível seca severa no Amazonas em 2026. Durante reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos, realizada nesta quarta-feira (17), o Governo do Amazonas informou que há mais de 80% de chance de formação do fenômeno no segundo semestre, com base em projeções da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Caso se confirme, o estado pode enfrentar um cenário semelhante ao da estiagem histórica de 2023.
Diante das projeções, o governo estadual intensificou o monitoramento das condições climáticas e ampliou as ações de preparação para reduzir os impactos de uma possível seca extrema. A expectativa é de que o comportamento dos rios volte a se aproximar do registrado em 2023, quando o Amazonas enfrentou uma das maiores estiagens da sua história recente.
Os estudos climáticos indicam que o El Niño tende a reduzir o volume de chuvas, o que pode provocar queda acentuada dos níveis dos rios, dificuldades na navegação e isolamento de comunidades ribeirinhas. Também há risco de prejuízos no transporte de alimentos, combustíveis e medicamentos, além do aumento de incêndios florestais e da piora na qualidade do ar. O cenário exige ainda adaptações logísticas para garantir o abastecimento e o acesso a serviços essenciais em diferentes regiões do estado.
Como parte das medidas preventivas, o governo realizou uma série de reuniões técnicas desde abril com órgãos públicos, prefeituras e instituições. No dia 11 de junho, foi decretado estado de emergência climática e ambiental por 180 dias, com o objetivo de acelerar ações de prevenção, assistência e mitigação dos impactos da estiagem. O governador afirmou que o estado já trabalha com foco em minimizar os efeitos sobre a população, especialmente nos municípios mais vulneráveis.
Também há preocupação com o aumento do risco de queimadas, já que a combinação entre altas temperaturas, baixa umidade e vegetação seca favorece a propagação do fogo. Para enfrentar esse cenário, foram ampliadas as ações da operação de prevenção a incêndios e reforçada a estrutura do Corpo de Bombeiros no interior. Enquanto isso, a Defesa Civil orienta a população a economizar água, manter reservas, acompanhar comunicados oficiais e evitar queimadas, reforçando que o monitoramento climático seguirá de forma contínua ao longo dos próximos meses.






