quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Defesa Civil diz que risco persiste após vazamento de gás tóxico em Manaus

Após o acidente que provocou o vazamento de gás tóxico em uma indústria do Distrito Industrial de Manaus, as autoridades mantêm o monitoramento da área nesta quinta-feira (16). Apesar de o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) ter informado na noite de quarta-feira (15) que a situação estava controlada, a liberação de vapores continuou durante a madrugada, embora com menor intensidade. A Defesa Civil do Amazonas reforçou que o risco ainda existe e que as medidas de segurança permanecem em vigor.

Equipes do Corpo de Bombeiros seguem trabalhando no resfriamento do tanque que armazena monômero de estireno, substância responsável pelo vazamento. Segundo a corporação, o reservatório contém grande quantidade do produto em estado líquido e, com o aumento da temperatura, ocorre a liberação de vapores. A operação continua até que o tanque atinja condições seguras e a emissão do gás seja completamente interrompida. Ainda não há previsão para o fim dos trabalhos.

Os reflexos do incidente atingiram empresas e serviços da região. A Honda suspendeu o segundo turno desta quinta-feira (16) e evacuou funcionários durante a madrugada como medida preventiva, conforme fontes ouvidas pela reportagem.

O vazamento também alterou o funcionamento de órgãos públicos e escolas. O PAC Studio 5 suspendeu os atendimentos durante todo o dia por recomendação das autoridades, com previsão de retomada na sexta-feira (17).

A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) cancelou as aulas nas escolas estaduais Antônio Lucena Bittencourt, Antovila Mourão Vieira e Bom Pastor, todas localizadas na zona sul de Manaus. As unidades passarão por um processo de sanitização antes da volta das atividades. Já a Escola SESI Doutor Francisco Garcia liberou os alunos ainda na quarta-feira devido ao forte odor provocado pelo vazamento.

A empresa Innova informou que o incidente foi causado por uma reação química não controlada, que elevou a pressão em um tanque de estireno. Como medida de segurança, a válvula de alívio foi acionada automaticamente para liberar o gás e evitar uma explosão. Segundo o Corpo de Bombeiros, o tanque não sofreu rompimento.

Em novo comunicado, a Defesa Civil orientou a população a evitar permanecer nas proximidades da área afetada, seguir as recomendações das autoridades e procurar atendimento médico caso apresente sintomas relacionados à exposição ao estireno.

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou que acompanha a ocorrência e solicitará esclarecimentos à empresa sobre as medidas adotadas para controlar o vazamento, além de avaliar os impactos do incidente nas operações industriais da região.