terça-feira, 10 de março de 2026
Início POLÍTICA Alckmin fala em acabar com IPI, imposto que atrai empresas para Zona...

Alckmin fala em acabar com IPI, imposto que atrai empresas para Zona Franca de Manaus

Manaus – O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (16) que irá trabalhar para acabar com a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

O ministro comentou sobre o assunto durante reunião da diretoria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na sede da entidade na capital paulista.

Ele destacou que o IPI não foi incluído na lista de medidas fiscais apresentadas na semana passada pelo ministério da Fazenda, Fernando Haddad, e agora o próximo passo será buscar o fim do tributo, como pede há anos o setor industrial.

Alckmin, por diversas vezes em sua fala, defendeu uma simplificação no sistema tributário, que classificou de “cipoal de impostos” e “manicômio tributário”.

Zona Franca de Manaus

Durante o governo do ex-presidente Bolsonaro (PL), a redução do IPI chegou a ser de 35% para todas as Indústrias do Brasil, o que prejudicou em cheio a Zona Franca de Manaus (ZFM), onde o IPI é zerado.

Manter a ZFM preservada só foi possível por meio do auxílio de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs), ingressadas no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo partido Solidariedade e o Governo do Amazonas.

A redução total do IPI, sem excepcionalizar os produtos fabricados na ZFM, significa na prática, o fim da competitividade do Polo Industrial de Manaus. Uma vez que para se manter no Amazonas, as empresas instalam suas plantas fabris na região em troca de isenção fiscal.

Atualmente, o modelo ZFM gera mais de 500 mil empregos diretos e indiretos no Estado.

Assim que assumiu como ministro da Indústria, Geraldo Alckmin falou em “trabalhar alinhado com a Zona Franca de Manaus (ZFM)”, tendo como principal missão “promover um amplo processo que fortaleça a cadeia industrial brasileira, além de ampliar as exportações do país”.

Enquanto o vice-presidente fala em acabar com o atrativo da ZFM, a Suframa segue sem chefe nomeado pelo novo governo