sábado, 24 de janeiro de 2026
Início MUNDO Em queda de popularidade, Cristina Kirchner diz que não vai disputar eleições...

Em queda de popularidade, Cristina Kirchner diz que não vai disputar eleições na Argentina

Mundo – A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, confirmou em um evento que não será candidata às eleições presidenciais de outubro. A declaração da esquerdista foi dada na quinta-feira 27.

Apesar das manifestações de seus partidários pedindo para ela concorrer, Cristina afirmou não ter planos de voltar à Presidência da Argentina. Ela já presidiu o país duas vezes e faz parte da esquerda peronista.

Embora as pesquisas a coloquem como a peronista com melhores possibilidades, ela afirmou estar “condenada, proscrita, incapacitada e alvo de tentativa de assassinato”. Cristina lembrou a frustrada tentativa de assassinato ocorrida em setembro do ano passado.

A vice-presidente pediu “um programa” para ser debatido no movimento peronista, mas evitou se pronunciar sobre candidaturas da situação, depois de o atual presidente argentino, Alberto Fernández, optar por não disputar a reeleição.

No evento, Cristina rejeitou a proposta de dolarização da economia, apresentada pelo candidato liberal à Presidência Javier Milei. Ela também criticou o acordo assinado com o Fundo Monetário Internacional (FMI) pelo governo anterior de Maurício Macri, no valor de US$ 44,5 bilhões.

Inflação da Argentina

Segundo Cristina, o acordo com o FMI é inflacionário e é um “empecilho” para o país. Ela pediu uma revisão do acordo, para tirar condicionalidades, como proibir a intervenção do Banco Central.

“A inflação atual, de 104% em ritmo anual, não para com a dolarização”, disse Cristina Kirchner, ao mostrar uma tabela segundo a qual a disparada dos preços, que acumulam quase 22% até agora neste ano, começou com a assinatura do pacto. “O acordo com o FMI é um empecilho. É criminoso. Estamos diante de um dilema brutal.”

Cristina também falou sobre a sentença que recebeu em dezembro, condenada a seis anos de prisão e inabilitada para cargos públicos por fraude em obras rodoviárias, sentença descrita por ela como “perseguição política”.

A decisão de não concorrer nas eleições, segundo a vice-presidente, não está relacionada à sua condenação.

Fonte: Revista Oeste