sábado, 24 de janeiro de 2026
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Pai de aluna agride professor após filha relatar assédio sexual em escola

SÃO PAULO – O pai de uma aluna de 14 anos, agrediu um professor após a filha relatar ter sido assediada sexualmente pelo docente, durante aula em uma escola de Cosmópolis (SP).

A agressão aconteceu dentro de uma sala de aula da escola Estadual Lídia Onelia Kalil Aun Crepaldi, no dia 6 de dezembro.

Um vídeo feito por um aluno, e compartilhado com amigos, mostra o momento em que o professor, de 45 anos, cuja identidade não foi revelada, é agredido pelo pai da adolescente.

As imagens mostram as agressões do pai da aluna contra o professor, dentro da sala de aula. Um outro professor tenta interferir para separar a briga e acaba sendo agredido também, caindo no chão. O pai da aluna continua as agressões, com socos no docente acusado de assédio.

Os dois professores foram socorridos por médicos do Resgate, ainda na escola, e depois atendidos em um hospital da cidade. Foram registrados dois boletins de ocorrência na Delegacia de Cosmópolis, um de lesão corporal e um de assédio sexual.

Relato de assédio

O pai da aluna conta aos policiais que o motivo da agressão é que o professor, de 45 anos, assediou a filha, que tem 14 anos, na escola. Por telefone, a adolescente relatou à EPTV, afiliada TV Globo, o assédio.

“Hoje, na nossa sala, a gente estava conversando, entre eu e as meninas e tinha um amigo meu no meio, e aí ele [professor] acabou falando assim, que se não tivesse casado, ele transaria comigo. E aí eu fingi que não tinha ouvido, ele falou de novo. Aí eu fiquei parada, assim, porque eu fiquei em choque, né?”

Segundo ela, não foi a primeira vez que o assédio ocorreu e ela não é a única vítima do professor. “Não é a primeira vez que acontece isso, nem só comigo, mas também com outras meninas, não só da minha sala também. Não de, de ele falar isso, mas de passar a mão em cabelo, ficar apertando na nossa perna, e relar na nossa cintura… tendo uma intimidade que não existe entre ele e as alunas.”

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação disse que repudia toda e qualquer forma de assédio dentro e fora do ambiente escolar, assim como a agressão. E acrescentou que está apurando os fatos e rescindiu o contrato com o professor em questão.

“A Pasta esclarece que o professor envolvido apresenta docência temporária e já foi notificado sobre a rescisão do contrato. No momento, ele está afastado por licença médica”, diz o comunicado.

“A equipe do Conviva, programa de convivência e segurança da Seduc-SP, foi acionada para dar suporte à comunidade escolar e o caso foi registrado no Placon, sistema do programa que tem como principal objetivo monitorar a rotina das escolas da rede estadual. A unidade escolar também colocará à disposição da aluna a assistência do Programa Psicólogos na Educação, se for autorizado por seus responsáveis”, afirma a nota.