Inquérito das Fake News passa a investigar Receita e Coaf por determinação de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão da Receita Federal e do Coaf no Inquérito das Fake News, com o objetivo de apurar um suposto vazamento de dados fiscais envolvendo integrantes da Corte. A decisão foi tomada na última terça-feira (13) e divulgada pelo portal Poder360.

Segundo Moraes, a medida se justifica porque o inquérito investiga ataques dirigidos aos ministros do STF. O novo desdobramento não cria um inquérito separado, mas amplia as investigações já em curso, que também apuram supostas ações de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro contra a Corte.

Em nota, a Receita Federal afirmou que recebe rotineiramente solicitações judiciais de informações, mas não comenta casos específicos por conta do sigilo tributário e judicial. “A Receita é órgão técnico que se pauta pela legalidade e proteção de dados sujeitos ao sigilo fiscal nas suas ações”, disse. O Coaf informou que não se manifestará sobre o tema.

O Inquérito das Fake News foi instaurado em março de 2019, quando o STF era presidido por Dias Toffoli, que designou Alexandre de Moraes como relator. O inquérito surgiu em meio ao aumento de críticas nas redes sociais ao STF e a seus ministros. Pouco depois, a investigação foi usada para retirar do ar uma reportagem da revista digital Crusoé, que revelou um apelido atribuído a Toffoli em e-mails trocados por executivos da Odebrecht.

O inquérito completa sete anos em 2026 e segue sendo uma das principais ferramentas da Corte para apurar ataques e ameaças às suas autoridades.