sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
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Saúde pública no ES recebe R$ 131 milhões para recuperação após desastre de Mariana

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (12) um investimento de R$ 131,9 milhões destinado à recuperação e ampliação da rede de saúde pública em 11 municípios do Espírito Santo afetados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015. Os recursos provêm de um acordo judicial firmado com as empresas responsáveis pelo crime ambiental.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que o plano de ação, parte do “Novo Acordo do Rio Doce”, foi renegociado entre o Poder Público e as empresas Samarco, Vale e BHP. O foco é o fortalecimento da infraestrutura, vigilância, assistência em saúde, saúde digital, ensino, formação e gestão.

Maior parte dos recursos para infraestrutura

A maior fatia do investimento, R$ 82,55 milhões, será aplicada na expansão da infraestrutura de saúde. O plano prevê a construção de um novo complexo hospitalar em Colatina, o acréscimo de quatro Centros de Atenção Psicossocial (Caps), dois novos centros de especialidades odontológicas e a aquisição de equipamentos para dois centros especializados em reabilitação.

Os municípios beneficiados são Anchieta, Aracruz, Baixo Guandu, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra e Sooretama.

Complexo hospitalar de Colatina terá papel crucial

O novo Complexo Hospitalar de Colatina será especializado no acompanhamento de doenças crônicas decorrentes da contaminação da água, conforme detalhado pelo ministro. O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, participou da assinatura que aprovou o plano e a liberação dos recursos federais.

“Nós teremos em todos os municípios atingidos estrutura para ofertar cirurgias eletivas e outros serviços na área da saúde, como o acompanhamento de pessoas com desenvolvimento atípico”, afirmou Casagrande. O complexo também ampliará a oferta de cirurgias, implementará um plano de intervenção em doenças hematológicas, hipertensão e diabetes para populações quilombolas, e oferecerá uma linha de cuidado integral para o idoso frágil.

Fortalecimento da vigilância ambiental e toxicológica

A vigilância ambiental e toxicológica no estado será reforçada com a reestruturação do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) para análise de metais pesados e matrizes ambientais. Além disso, haverá expansão das equipes de vigilância ambiental, epidemiológica e saúde do trabalhador.

Com informações da Agência Brasil