
O município de Itamarati decretou situação de emergência por causa da cheia dos rios e se tornou o terceiro no Amazonas a adotar a medida em 2026, ao lado de Eirunepé e Boca do Acre.
Nesta quinta-feira (19), o rio em Itamarati atingiu 21,40 metros, ficando a apenas 51 centímetros da maior cota já registrada, de 21,91 metros, em abril de 2015. No mesmo período do ano passado, o nível estava em 17,44 metros.
Em Eirunepé, a medição chegou a 16,57 metros nesta quinta. Já em Boca do Acre, o rio marcou 16,39 metros na última segunda-feira (16). Segundo a Defesa Civil do Estado, os três municípios apresentam níveis superiores aos registrados no mesmo período de 2025. Atualmente, outras nove cidades estão em alerta e 13 em atenção, enquanto 37 seguem em normalidade.
De acordo com o gerente de hidrologia do Serviço Geológico do Brasil (SGB), André Martinelli, a cheia é reflexo das chuvas intensas nas cabeceiras das bacias hidrográficas. Nessas regiões, o tempo de resposta é rápido, com variações que podem chegar a cinco metros em poucos dias. O especialista destacou ainda que fenômenos climáticos influenciam diretamente o volume de precipitação e o nível dos rios.
O monitoramento indica que as nove calhas do estado estão em processo de enchente, com previsão de chuvas acima da média nas regiões oeste e centro-sul. A estimativa é que a cheia atinja 35 municípios e afete cerca de 173 mil famílias, o equivalente a mais de 690 mil pessoas.
O governo do estado informou que realiza ações como distribuição de cestas básicas, envio de medicamentos e apoio às comunidades isoladas. A Defesa Civil alerta que o pico da cheia nos rios Juruá e Purus pode ocorrer nas próximas semanas.







