
Nesta segunda-feira (23), o vereador bolsonarista Coronel Rosses (PL) protocolou pedido de impeachment contra o prefeito David Almeida na Câmara Municipal de Manaus (CMM), com solicitação de afastamento cautelar durante a apuração.
A denúncia tem como base desdobramentos da Operação Erga Omnes, que investiga uma agência de viagens apontada pela Polícia Civil como empresa de fachada ligada ao Comando Vermelho.
Segundo o documento apresentado, o prefeito teria utilizado recibos da agência Revoar para justificar despesas de uma viagem ao Caribe, questionada no Tribunal de Contas do Estado. As companhias aéreas LATAM e GOL informaram à investigação que não localizaram registros de passagens emitidas pela empresa em nome do prefeito, conforme citado pelo parlamentar.
A denúncia também menciona que uma assessora próxima ao prefeito teria transferido cerca de R$ 1,5 milhão ao proprietário da agência. A justificativa apresentada foi a venda de um imóvel, mas, de acordo com a apuração policial citada no pedido, não há registro da transação em cartórios de Manaus.
No pedido, Coronel Rosses sustenta que os fatos podem configurar infração político-administrativa por conduta incompatível com o cargo e possível falha na supervisão de integrantes da gestão. “O pedido é para que a Câmara apure os fatos com transparência. O prefeito precisa ser investigado com independência. Por isso, solicitamos também o afastamento cautelar durante o processo”, afirmou.
Pelo rito, a denúncia deve ser lida em plenário e submetida à votação. Se aceita pela maioria dos vereadores presentes, será formada uma Comissão Processante. Ao final, o plenário poderá decidir pelo arquivamento ou pela cassação do mandato, caso dois terços dos parlamentares votem favoravelmente.







