
Senado Federal pressiona CVM sobre o caso Banco Master
A Comissão do Banco Master no Senado Federal questionou o presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), João Carlos Accioly, sobre a suposta omissão da autarquia na fiscalização do Banco Master. A instituição é acusada de fraude bilionária no mercado de capitais, prejudicando milhares de investidores.
Críticas à atuação da CVM
O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), criticou a CVM, lembrando de escândalos anteriores e afirmando que a instituição já demonstrou omissão em outras ocasiões. “A CVM não é réu primário no caso da transparência. É só lembrar o que aconteceu no caso das Lojas Americanas”, declarou Braga.
Braga sugeriu que a omissão pode ir além, indicando que o Banco Master teria utilizado dinheiro de clientes para cobrir déficits orçamentários. Ele usou o termo “omissão” de forma politicamente correta, mas insinuou possíveis conflitos de interesse.
Defesa da CVM e ações de fiscalização
João Carlos Accioly defendeu a atuação da CVM, argumentando que a falha teria sido na divulgação das ações tomadas para coibir fraudes. Segundo ele, a CVM comunicou ao Ministério Público Federal (MPF) em junho de 2025 indícios de aportes de quase R$ 500 milhões do Banco Master em clínicas “de laranjas”.
Accioly afirmou que a operação da Polícia Federal (PF) contra o Banco Master teve origem nas informações da CVM. Ele citou a abertura de 200 processos, sendo 24 relacionados à tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB).
Identificação de falhas e melhorias
A senadora Leila Barros (DF) questionou Accioly sobre as falhas no sistema de proteção do mercado financeiro, visto que a fraude ocorreu mesmo com a identificação e comunicação pela CVM. O presidente interino admitiu que é cedo para identificar as falhas, mas informou que um grupo de trabalho foi criado para analisar os erros e acertos da Comissão.
“Pode ter havido erro. Certamente, não é impossível. O que aparece primeiro são os vários acertos, mas os erros vão aparecer também”, respondeu Accioly, indicando a necessidade de aprimoramento dos instrumentos de fiscalização.
Com informações da Agência Brasil






