segunda-feira, 9 de março de 2026
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Plataformas de cripto no Brasil terão sigilo de usuários sob nova regra do CMN

As plataformas intermediadoras de transações com criptoativos, agora formalmente chamadas de Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs), serão obrigadas a manter o sigilo das operações de seus clientes e usuários. A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta quinta-feira (26), que aprovou mudanças para enquadrar o setor às instituições financeiras.

Com a nova regulamentação, a partir de 1º de março, as SPSAVs deverão seguir a Lei Complementar 105, que estabelece a obrigatoriedade do sigilo bancário e a comunicação às autoridades em caso de indícios de crimes. O Banco Central informou que a medida visa promover maior isonomia regulatória e ampliar a capacidade de prevenção e combate a práticas ilícitas, como lavagem de dinheiro, fraudes e corrupção envolvendo ativos virtuais.

Novas regras contábeis para ativos virtuais

Além da exigência de sigilo, o CMN e o Banco Central aprovaram resoluções com critérios contábeis específicos para o reconhecimento, mensuração e divulgação de ativos virtuais pelas instituições autorizadas. Essas exigências contábeis entrarão em vigor em 1º de janeiro de 2027.

A regulamentação se aplica aos ativos previstos na Lei 14.478, de 2022, incluindo tokens de utilidade para pagamentos ou investimentos. Ativos que representem instrumentos financeiros tradicionais continuarão seguindo normas próprias. A mudança classifica os ativos virtuais de forma específica, alinhada a práticas internacionais, aumentando a transparência e a previsibilidade para o mercado.

Integração ao sistema financeiro

A figura das SPSAVs foi criada em novembro de 2025, como parte do processo de regulamentação do mercado de criptoativos conduzido pelo Banco Central. O objetivo é equiparar o tratamento regulatório entre instituições financeiras tradicionais e empresas que atuam com ativos virtuais, buscando ampliar a confiança de investidores e fortalecer a gestão de riscos.

Com informações da Agência Brasil