
Após a filiação do ex-superintendente da Suframa, coronel Alfredo Menezes, ao Avante, a movimentação intensificou as reações nas redes sociais e expôs a rejeição de parte do eleitorado no Amazonas.
A mudança ocorreu poucos dias depois de Menezes aparecer ao lado do presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e de lideranças da federação União Progressistas no estado, quando era citado como possível nome do grupo para a disputa eleitoral deste ano.
Menezes ganhou visibilidade ao tentar se projetar no bolsonarismo, mas fracassou nas urnas. Em 2020, disputou a Prefeitura de Manaus e não chegou ao segundo turno. Em 2022, concorreu ao Senado e também foi derrotado. Já em 2024, integrou a chapa como candidato a vice-prefeito ao lado de Roberto Cidade, que não avançou na disputa.
A mudança partidária reforça uma trajetória marcada por reposicionamentos, com passagens por siglas como Patriota e PL, além de alianças com diferentes grupos políticos. A recente aproximação com o grupo do ex-prefeito David Almeida, antigo adversário, ampliou as críticas e levantou questionamentos sobre coerência.
Nas redes sociais, a reação foi imediata. “Esse homem não tem lugar, vive pulando de galho em galho”, escreveu um internauta. Em outra publicação, a desconfiança se repete: “Já vimos que nesse não podemos confiar”. Há ainda quem ironize o desempenho eleitoral: “Esse Menezes já virou candidato folclórico” e “Não ganhou antes, agora que não ganha mesmo”.
O episódio ocorre no fim do prazo de filiações e evidencia o cenário de articulações políticas no Amazonas às vésperas das eleições.







