terça-feira, 28 de abril de 2026
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Desmatamento no Amazonas tem redução de 30,1% no 1º trimestre de 2026, aponta Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

(FILES) Aerial picture of a deforested area close to Sinop, Mato Grosso State, Brazil, taken on August 7, 2020. Earth lost an area of carbon-absorbing rainforest larger than Switzerland or the Netherlands in 2022, most of it destroyed to make way for cattle and commodity crops, an analysis of satellite data released on June 27, 2023, revealed. That is nearly a football pitch of mature tropical trees felled or burned every five seconds, night and day, and 10 percent more than the year before, according to the World Resources Institute (WRI). (Photo by Florian PLAUCHEUR / AFP)

O Amazonas reduziu em 30,1% a área desmatada no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, por meio do sistema Deter, apontam 3.190 hectares devastados entre janeiro e março deste ano, contra 4.567 hectares no ano anterior.

Apesar da queda na área atingida, os alertas de desmatamento cresceram 12,4% no período, passando de 141 para 159 registros. O aumento é atribuído à intensificação do monitoramento em regiões sob maior pressão. O acompanhamento é feito diariamente pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas.

Segundo o presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, os números refletem maior precisão nas ações de fiscalização, com base em inteligência e monitoramento contínuo. A estratégia permite respostas mais rápidas e maior efetividade nas operações em campo.

O secretário estadual de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, atribui o resultado a uma política integrada que combina repressão a crimes ambientais com incentivo à bioeconomia. Entre as ações, está o Programa Floresta em Pé, que prevê mais de R$ 70 milhões em investimentos para fiscalização e geração de atividades sustentáveis.

Municípios mais afetados

Novo Aripuanã liderou a área desmatada no período, com 338 hectares, seguido por Lábrea (315 hectares) e Humaitá (288 hectares). Em número de alertas, Lábrea aparece na frente, com 11 registros, seguida por Boca do Acre (10) e Guajará (7). No mesmo período de 2025, Apuí concentrava os maiores índices.

No acumulado do calendário do desmatamento — de agosto a julho — o estado também registra queda. Entre agosto de 2025 e março de 2026, a área desmatada recuou 35,5%, de 30.057 para 19.366 hectares.

Fiscalização integrada

A redução acompanha o reforço das operações ambientais no estado. Entre elas, a Operação Tamoiotatá 6, que reúne órgãos ambientais e forças de segurança em ações terrestres, embargos e autuações, com foco no período de estiagem.

Outra frente é a Operação Região Metropolitana, coordenada pelo Ipaam com apoio da Polícia Militar, que atua de forma contínua em rodovias e ramais próximos a Manaus para coibir crimes ambientais e ampliar a presença do Estado em áreas críticas.