
O plenário da Casa Legislativa virou palco de celebração da cultura amazonense com a presença das representações dos bois Garantido e Caprichoso, em homenagem à cunhã-poranga Marciele Albuquerque, um dos maiores símbolos do Festival de Parintins.
Emocionada durante o discurso, Marciele comparou a emoção da tribuna à pressão vivida no Bumbódromo.
“Confesso para vocês que a Arena é mais fácil do que estar aqui”, brincou a artista ao relembrar sua trajetória marcada por superação.
Nascida no Pará e de origem indígena, Marciele destacou os desafios enfrentados até se tornar referência da cultura amazonense.
“Esse momento é, sem dúvida, o mais especial da minha vida. Cheguei ao Amazonas com uma rede e um sonho. Tinha fé, força e determinação. O Amazonas representa oportunidade e crescimento. Passei por muitos desafios, principalmente sendo mulher, indígena e fazendo farinha”, declarou.
A homenagem reconheceu não apenas sua performance na arena, mas também sua atuação em defesa das populações tradicionais. Segundo Marciele, o ativismo faz parte de sua essência e de suas raízes.
A artista relembrou ainda dois momentos decisivos da carreira: em 2016, quando assumiu o posto de Cunhã-Poranga do Boi Caprichoso, e em 2026, quando ganhou projeção nacional ao participar do Big Brother Brasil, levando a cultura de Parintins para todo o país.
“Em 2016 veio a maior virada de chave da minha vida, quando fui chamada para ser Cunhã-Poranga do Caprichoso. Depois veio o BBB. Eu não estava sozinha, vocês estavam comigo, e essa força me levou para frente”, afirmou.
Ao encerrar a homenagem, Marciele reafirmou o carinho pelo Amazonas e por Parintins, cidade da qual também recebeu o título de cidadã parintinense.






