
Após ser questionada pela 8ª Vara Criminal de Brasília, a Polícia Federal informou que não abriu inquérito para investigar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por uma publicação em que associava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ex-ditador sírio Bashar al-Assad.
O caso teve início após uma denúncia apresentada por um cidadão com dupla nacionalidade brasileira e russa. A reclamação apontava a divulgação, no canal oficial de WhatsApp de Bolsonaro, de uma imagem que relacionava Lula ao regime sírio e à perseguição de pessoas LGBTQIA+.
Apesar do pedido de investigação feito pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, em julho do ano passado, a Polícia Federal não deu andamento à apuração.
Com a manifestação da PF, ainda não há definição sobre qual órgão ficará responsável pelo caso, podendo a investigação ser encaminhada à Polícia Civil do Distrito Federal ou ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.
A publicação foi compartilhada em janeiro do ano passado, mas não está mais disponível nos canais oficiais do ex-presidente.
Bashar al-Assad comandou a Síria entre 2000 e 2024. Durante o período, organismos internacionais e veículos estrangeiros registraram denúncias de repressão política, perseguições e criminalização da homossexualidade sob o regime sírio.






