
O cantor Oruam pode ser alvo de um novo pedido de prisão no âmbito de uma ação criminal que tramita na Justiça de São Paulo. O caso não tem relação com o processo que, em fevereiro deste ano, levou à revogação de um habeas corpus anteriormente concedido ao artista.
Oruam tornou-se réu em janeiro por disparo de arma de fogo, em um processo que corre no Tribunal de Justiça de São Paulo. Os fatos ocorreram em 2024 e foram registrados em vídeo publicado pelo próprio rapper nas redes sociais. Nas imagens, ele aparece efetuando um disparo com uma espingarda calibre 12 durante uma festividade, na presença de outras pessoas. Após a denúncia, a Justiça iniciou as tentativas de citação para que o réu apresentasse defesa.
Em 5 de maio, o promotor de Justiça da 2ª Vara Judicial da Comarca de Santa Isabel, Alan Carlos Reis Silva, se manifestou no processo e abriu a possibilidade de mudança no andamento da ação. Segundo o Ministério Público, as tentativas de localizar e citar Oruam não tiveram sucesso, e ele estaria foragido desde o descumprimento do uso de tornozeleira eletrônica, medida determinada em outro processo que apura uma suposta tentativa de homicídio contra policiais civis no Rio de Janeiro.
O Ministério Público sustenta que a ausência do acusado compromete o andamento da ação e pode prejudicar a aplicação da lei e eventual execução de pena. Com base nisso, o promotor pediu a decretação da prisão preventiva no âmbito deste processo específico. O pedido não se confunde com o mandado de prisão já existente contra o cantor.
A defesa de Oruam, apresentada em 14 de maio, argumenta que ainda existem outras formas legais de citação e nega a autoria e materialidade do crime. Os advogados pedem o arquivamento da ação e afirmam que o artista já constituiu defesa, o que demonstraria colaboração com a Justiça. A defesa também sustenta que o rapper estaria sendo alvo de perseguição por ser filho do traficante Marcinho VP.







