
Dois homens acusados de assassinar a jovem grávida Débora da Silva Alves, de 18 anos, começaram a ser julgados em júri popular nesta quarta-feira (27), em Manaus. O caso, registrado em 2023, chocou o Amazonas pela brutalidade do crime, que também resultou na morte do bebê que a vítima esperava.
Os réus, Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva, respondem por duplo homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro, violência doméstica e ocultação de cadáver. Ambos permanecem presos preventivamente.
O julgamento acontece na 2ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Ministro Henoch Reis. Ao longo da sessão, devem ser ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além dos interrogatórios dos acusados.
Familiares de Débora acompanham o julgamento e cobram a condenação dos envolvidos. A mãe da jovem, Paula Cristina Souza da Silva, afirmou que espera que a Justiça seja feita diante da perda da filha e do neto.
A tia da vítima, Rita de Cássia Nascimento, também destacou que a dor da família permanece mesmo após quase dois anos do crime.
Débora desapareceu em 29 de julho de 2023, após sair de casa para encontrar Gil Romero, apontado pela investigação como pai da criança. Dias depois, o corpo da jovem foi encontrado em uma área de mata no bairro Mauazinho, na Zona Leste de Manaus.
Segundo a Polícia Civil, a vítima foi morta por asfixia e teve o corpo queimado. A investigação aponta que o crime teria sido motivado pela recusa de Gil Romero em assumir a gravidez. O bebê, que estava no ventre da jovem, também morreu após o assassinato.






