sexta-feira, 5 de junho de 2026
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Preso no Cidade de Deus, suspeito confessa latrocínio que matou comerciante no São José

Preso na madrugada desta quinta-feira (4), Luís Fernando Branches do Nascimento, de 21 anos, admitiu à Polícia Militar ter efetuado o disparo que matou o comerciante Evilázio Alves da Silva, de 61 anos, durante um assalto ocorrido na última terça-feira (2), na zona Leste de Manaus. O crime aconteceu dentro do estabelecimento da vítima e é investigado como latrocínio, que é o roubo seguido de morte.

Segundo a Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), o suspeito foi localizado em uma quitinete no bairro Cidade de Deus, na zona Norte da capital. Durante a abordagem, os policiais perceberam que ele estava com o braço esquerdo enfaixado, ferimento que, conforme as investigações, teria sido provocado por um tiro na mesma noite em que o comerciante foi assassinado.

De acordo com o aspirante Reinaldo José, durante o depoimento informal aos policiais, Luís Fernando alegou que atirou após uma suposta reação da vítima à ação criminosa. A versão apresentada pelo suspeito será analisada pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), responsável pela continuidade das investigações.

A polícia também apura a participação de outros envolvidos no crime. Apesar da confissão, o suspeito não forneceu detalhes sobre possíveis comparsas. As diligências seguem para identificar todos os participantes da ação.

Os policiais ainda realizaram buscas para localizar a arma utilizada no latrocínio. Conforme relato do suspeito, o armamento estaria escondido em um imóvel abandonado usado como ponto de apoio para o tráfico de drogas. No entanto, a arma não foi encontrada. No local, foram apreendidas apenas porções de entorpecentes.

Luís Fernando já possuía antecedentes criminais e havia sido preso neste ano por suspeita de participação em um assalto contra turistas. Após a nova prisão, ele foi encaminhado à DEHS, onde permanece à disposição da Justiça.

Ainda na noite do crime, um homem de 39 anos foi detido por suspeita de auxiliar na fuga dos assaltantes. O caso segue sob investigação para esclarecer toda a dinâmica do latrocínio e localizar os demais envolvidos.