
A Mineração Taboca S.A. recebeu uma multa de R$ 22,5 milhões aplicada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) após a identificação de lançamento de resíduos em desacordo com os limites ambientais permitidos no Rio Tiaraju, no município de Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas.
A autuação ocorreu durante uma fiscalização no Complexo Polimetálico do Pitinga, localizado próximo à Terra Indígena Waimiri Atroari. De acordo com o Ipaam, técnicos constataram alterações na qualidade da água, incluindo mudanças na coloração e aumento da turbidez, associadas ao descarte de efluentes da atividade de mineração.
A vistoria contou com a participação da Agência Nacional de Mineração (ANM), Ibama e representantes indígenas Waimiri Atroari. O órgão ambiental informou que a penalidade foi baseada em relatórios técnicos, registros fotográficos e vídeos coletados durante a inspeção.
A fiscalização foi realizada após denúncias de comunidades indígenas sobre possíveis alterações no rio, incluindo relatos de morte de peixes e outros animais, além de problemas de saúde entre moradores da região.
A empresa terá prazo de 20 dias para apresentar defesa administrativa ou realizar o pagamento da multa.
Em nota, a Mineração Taboca afirmou que irá recorrer da autuação e declarou que o documento emitido pelo Ipaam não comprova de forma definitiva a ocorrência de dano ambiental. A empresa também afirmou que os impactos apontados estariam limitados à área operacional do empreendimento e não teriam alcançado o território indígena.







