quarta-feira, 5 de agosto de 2026
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Defesa de “Débora do batom” cobra decisão do STF após quase 1 ano de espera

A defesa de Débora Rodrigues pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (4), a progressão de regime da cabeleireira. Segundo os advogados Hélio Júnior e Taniéli Telles, ela está há quase um ano aguardando uma decisão sobre o pedido.

Débora ganhou notoriedade após escrever, com batom, a frase “perdeu, mané” na estátua A Justiça, localizada em frente ao STF, durante os atos de 8 de janeiro de 2023.

De acordo com os defensores, já foram apresentados oito pedidos relacionados à progressão de regime no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, mas nenhum deles teria sido analisado até o momento.

Na nova petição, a defesa apresentou documentos sobre cursos e outras atividades realizadas por Débora que, segundo os advogados, podem contribuir para a remição da pena. Ela foi condenada a 14 anos de prisão.

Os advogados também argumentam que não haveria motivo para que a análise da execução da pena continue sendo feita de forma fragmentada, diante das sucessivas exigências e diligências realizadas no processo.

Secretaria descarta violação de tornozeleira

A situação envolvendo o monitoramento eletrônico de Débora também foi citada pela defesa. Na semana passada, a Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo informou ao STF que a cabeleireira não havia violado a tornozeleira eletrônica.

A manifestação ocorreu após Alexandre de Moraes receber um relatório que apontava supostas falhas no monitoramento. Com isso, a análise dos pedidos de progressão havia sido temporariamente suspensa.

Segundo a secretaria, os registros identificados foram provocados por problemas técnicos relacionados ao sistema de geolocalização, e não por uma violação deliberada do equipamento.