quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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MPAM investiga Âmbar Energia após apagões afetarem escola na BR-174

Manaus – O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um inquérito civil para investigar falhas no fornecimento de energia elétrica na Escola Municipal Padre Calleri, localizada no km 14 da BR-174, no sentido Manaus–Presidente Figueiredo.

A investigação, conduzida pela 51ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Consumidor (51ª Prodecon), apura interrupções registradas nos dias 6, 7, 11, 15, 18 e 19 de maio de 2026.

Segundo o MPAM, os apagões afetaram as atividades da escola em tempo integral, comprometeram a conservação da merenda mantida em equipamentos de refrigeração e colocaram equipamentos eletrônicos públicos em risco.

O procedimento também prevê a cobrança de esclarecimentos da Âmbar Energia S.A. sobre as interrupções, além de outras diligências para identificar as causas dos problemas e verificar a regularidade do serviço prestado.

Outros municípios também estão na mira

O caso não é isolado. O MPAM mantém outras apurações relacionadas ao fornecimento de energia pela Âmbar em diferentes regiões do Amazonas.

Em Ipixuna, o órgão registrou quedas frequentes que teriam afetado escolas, o Hospital Municipal, o Fórum e a Promotoria, além de relatos de perda de medicamentos. A empresa alegou, no procedimento, que parte dos problemas seria de responsabilidade da geradora Brasil BioFuels (BBF) e informou contar com apenas três funcionários para atender a rede local.

Em Borba, a investigação envolve um poste caído e um cabo de alta tensão exposto no chão, na comunidade Divino Espírito Santo/Xuraraema, na zona rural. Já em Jutaí, moradores relataram oscilações, aparelhos queimados e prejuízos a estabelecimentos comerciais e unidades de saúde. Em Guajará, foram registradas interrupções de até sete dias seguidos na comunidade Lagoinha.

Na capital, o MPAM também apura a substituição da rede por cabos de alumínio e possíveis riscos relacionados ao superaquecimento e curto-circuitos. Outros procedimentos envolvendo fornecimento ou cobrança de energia também tramitam em municípios como Lábrea, Amaturá, Humaitá, Maués, Boa Vista do Ramos, São Paulo de Olivença e Maraã, além do Conjunto Acariquara, em Manaus.

A abertura dos procedimentos não significa, por si só, que a concessionária tenha sido responsabilizada. As investigações buscam esclarecer as causas das ocorrências e verificar eventuais irregularidades na prestação do serviço.