
Os Estados Unidos apresentaram novas acusações contra o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por suposta conspiração para torturar opositores políticos e manter o regime no poder. Segundo os promotores, o casal teria recorrido a práticas como choques elétricos, asfixia, violência sexual, isolamento prolongado, privação de alimentos e ameaças psicológicas, incluindo intimidações contra familiares e crianças.
A nova denúncia amplia o processo criminal enfrentado pelos dois, que já eram acusados de envolvimento com tráfico de drogas e armas. Conforme informações da BBC, os investigadores apontam a existência de uma estrutura de repressão que teria utilizado detenções arbitrárias e abusos contra adversários políticos, além de cidadãos norte-americanos mantidos em território venezuelano.
Cilia Flores é apontada pelos investigadores como uma das figuras centrais do esquema. Ela teria participado da organização de atos de tortura, acompanhado informações sobre presos específicos e atuado para proteger familiares supostamente envolvidos em atividades ilícitas.
As acusações também se apoiam em denúncias de organizações de direitos humanos e depoimentos de ex-detentos. Sobreviventes relataram períodos prolongados em celas de punição, isolamento sem comunicação por meses e restrições ao contato com familiares.
Maduro e Flores estão presos desde janeiro em uma unidade prisional no Brooklyn, em Nova York, após serem capturados durante uma operação noturna de forças norte-americanas em Caracas. O julgamento do casal está previsto para junho de 2027.








