quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Início AMAZONAS Aviões enviados pelo governo federal para combater queimadas ficam parados em Manaus...

Aviões enviados pelo governo federal para combater queimadas ficam parados em Manaus por falta de visibilidade

Manaus – Seis aviões mobilizados pelo governo federal para reforçar o combate às queimadas no Amazonas permaneciam estacionados no aeroporto de Ponta Pelada, no bairro Crespo, zona sul de Manaus, na manhã desta quarta-feira (14). A falta de visibilidade, provocada pelas condições atmosféricas e pela fumaça dos incêndios, impediu a decolagem das aeronaves naquele momento.

Segundo o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Amazonas, Joel Araújo Filho, os pilotos informaram que não havia condições seguras para iniciar os voos. A situação foi registrada por volta das 10h, quando as aeronaves ainda estavam no pátio do aeroporto.

Mais tarde, o representante do Ibama informou que as equipes preparavam voos em altitude mais baixa para monitorar as áreas atingidas e avaliar a possibilidade de lançar água sobre os focos de incêndio. Até o momento das informações divulgadas, porém, não havia confirmação de quando as operações seriam iniciadas.

Reforço federal

O envio das aeronaves faz parte de uma mobilização do governo federal para ampliar a capacidade de resposta aos incêndios florestais no Amazonas. Anunciada na segunda-feira (12), a operação prevê o emprego de 11 aeronaves, entre elas seis aviões Air Tractor, utilizados no combate direto ao fogo, além de 290 brigadistas.

A força-tarefa busca conter o avanço das chamas em meio ao agravamento das queimadas e aos impactos da fumaça sobre a qualidade do ar na capital amazonense e em outras regiões do estado.

A mobilização também ocorre após divergências entre os governos estadual e federal sobre pedidos anteriores de apoio para enfrentar os incêndios.

Fumaça dificulta o combate ao fogo

A baixa visibilidade representa um obstáculo para as equipes aéreas, especialmente nas operações que exigem voos em baixa altitude para identificar os focos de incêndio e realizar o lançamento de água. Nessas condições, a segurança dos pilotos e das equipes em terra precisa ser considerada antes da realização das missões.

Enquanto isso, Manaus continua enfrentando os efeitos da fumaça, que tem prejudicado a qualidade do ar e provocado a adoção de medidas preventivas, incluindo a suspensão de atividades escolares e o cancelamento de eventos ao ar livre.

Até a divulgação das informações, não havia um balanço detalhado sobre a quantidade de missões realizadas pelas seis aeronaves, as áreas atendidas ou o volume de água lançado durante a operação.