quarta-feira, 4 de março de 2026
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Capitão Alberto Neto cobra do Ministério da Educação explicações sobre mais de 230 obras paralisadas no Amazonas

BRASÍLIA – O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL/AM) apresentou nesta terça-feira (15) requerimento de informação ao Ministro da Educação, Camilo Santana, cobrando explicações sobre o abandono de centenas de obras voltadas à educação básica no estado do Amazonas. São mais de 230 construções inacabadas, entre escolas, creches, quadras e centros educacionais, que deveriam atender comunidades carentes da região, mas permanecem deterioradas, sem previsão de conclusão.

No documento, o parlamentar questiona por que tantas obras seguem paralisadas mesmo após o lançamento do “Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação”, programa do Governo Federal que prometia destravar investimentos na área. Segundo dados apresentados, dos cerca de R$ 1 bilhão destinados, apenas R$ 100 milhões foram efetivamente utilizados — menos de 14% do total disponível.

“É inaceitável que mesmo com bilhões em caixa por meio do FNDE e do Ministério da Educação, nossas crianças ainda estejam estudando em prédios improvisados, sem água potável, sem estrutura e, muitas vezes, sem professores. Isso é um retrato cruel do descaso com o povo do Amazonas e da Região Norte”, criticou Capitão Alberto Neto.

O deputado cobra informações detalhadas sobre o andamento de cada uma das 230 obras, os responsáveis pelos atrasos, os critérios usados para priorização dos projetos e a ausência de um cronograma claro de conclusão. Também pede esclarecimentos sobre falhas na execução, eventuais casos de má gestão de recursos e a existência de auditorias e prestação de contas.

Para o parlamentar, a atuação do Governo Federal tem sido marcada por omissão, burocracia e promessas vagas. “Falta fiscalização séria, articulação com os municípios e apoio técnico às prefeituras. Enquanto isso, a população do interior segue abandonada à própria sorte”, afirmou.

Capitão Alberto Neto reforça que, como fiscalizador dos recursos públicos, seguirá vigilante e atuante para garantir que a educação básica no Amazonas receba o tratamento digno e prioritário que merece.