quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
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Única ação do Banco Master com defesa do escritório da mulher de Moraes termina em derrota

Uma disputa judicial envolvendo o Banco Master e seu CEO, Daniel Vorcaro, terminou em derrota para ambos no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A instituição financeira e o executivo haviam apresentado, em outubro de 2024, uma queixa-crime contra Vladimir Joelsas Timerman, fundador da Esh Capital, mas tiveram o pedido rejeitado em todas as instâncias.

Este foi o único processo conhecido em que o Banco Master e Vorcaro foram representados pelo escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao lado dos filhos Alexandre e Giuliana Barci de Moraes.

O embate judicial teve origem em conflitos entre Timerman e investidores da Gafisa, empresa da qual ele também é acionista. No contexto de denúncias apresentadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foi instaurado inquérito para apurar suspeitas de operações fraudulentas envolvendo fundos ligados ao empresário Nelson Tanure e ao Banco Master.

Timerman sustenta que as operações teriam como objetivo ampliar o controle de Tanure sobre a construtora, com suposta ocultação de conflitos de interesse e manipulação do mercado.

Após a derrota definitiva no TJ-SP, Daniel Vorcaro e o Banco Master foram condenados ao pagamento de R$ 5,5 mil em honorários advocatícios à defesa de Timerman. Em outubro de 2025, a 2ª Câmara de Direito Criminal rejeitou o recurso da instituição, acompanhando parecer da Procuradoria-Geral de Justiça que apontou ausência de “provas suficientes de dolo específico de ofender”. O processo foi encerrado em definitivo em dezembro, após o julgamento dos embargos.

Paralelamente, Timerman apresentou uma notícia-crime contra Vorcaro no Ministério Público de São Paulo, alegando que o CEO do Banco Master teria praticado denunciação caluniosa, mesmo tendo conhecimento das supostas irregularidades envolvendo a Gafisa.