sábado, 14 de fevereiro de 2026
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BC registra primeiro incidente com chaves Pix em 2026 e expõe dados de clientes do Agibank

O Banco Central (BC) anunciou nesta sexta-feira (13) a ocorrência do primeiro incidente de segurança envolvendo chaves Pix em 2026. Ao todo, 5.290 chaves Pix de clientes do Banco Agibank S.A. tiveram dados expostos. Este marca o 21º incidente registrado desde o lançamento do sistema de pagamentos instantâneos em novembro de 2020.

De acordo com o BC, a exposição ocorreu entre 26 de dezembro de 2024 e 30 de janeiro de 2025. As informações comprometidas incluem nome do usuário, CPF com máscara (parcialmente oculto por asteriscos), instituição de relacionamento, agência, número e tipo da conta.

Falha em sistemas do Agibank causou o vazamento

O incidente foi atribuído a falhas pontuais nos sistemas da instituição de pagamento. O vazamento limitou-se a dados cadastrais, não afetando a movimentação financeira ou dados protegidos por sigilo bancário, como saldos e senhas.

Apesar de o caso não exigir comunicação formal devido ao baixo impacto potencial, o Banco Central optou pela divulgação como parte de seu “compromisso com a transparência”.

Clientes serão avisados e cuidados contra golpes

Os clientes cujas informações foram expostas serão notificados diretamente pelo aplicativo ou internet banking do Agibank. O BC enfatiza que estes serão os únicos canais oficiais de comunicação e alerta para que os usuários desconsiderem quaisquer outros avisos, como chamadas telefônicas, SMS, aplicativos de mensagem ou e-mails.

A exposição de dados significa que as informações ficaram visíveis a terceiros por um período e podem ter sido capturadas, embora não necessariamente vazadas em sua totalidade. O BC informou que o caso será investigado e que sanções, como multas ou suspensão do sistema Pix, poderão ser aplicadas ao Agibank, dependendo da gravidade.

Histórico de incidentes e transparência

Em todos os 21 incidentes anteriores com chaves Pix, as exposições limitaram-se a informações cadastrais, sem comprometer senhas ou saldos bancários. Em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o Banco Central mantém uma página dedicada onde os cidadãos podem acompanhar incidentes relacionados ao Pix e outros dados pessoais sob sua custódia.

Com informações da Agência Brasil