
Manaus – O Polo Industrial de Manaus (PIM) movimentou R$ 121,76 bilhões nos primeiros seis meses de 2026, conforme dados divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Em dólar, o valor corresponde a US$ 23,53 bilhões.
Entre janeiro e junho, as fábricas instaladas no Distrito Industrial mantiveram uma média mensal de 130.903 trabalhadores, reforçando o peso do setor industrial na economia do Amazonas e na geração de renda em Manaus.
Os segmentos de Bens de Informática, Duas Rodas e Eletroeletrônico concentraram as maiores parcelas do faturamento. Juntos, eles responderam por mais da metade do resultado do Polo no período. Bens de Informática ficou com 22,01%, seguido por Duas Rodas, com 19,77%, e Eletroeletrônico, com 15,90%. Na sequência aparecem os setores Químico, com 10,87%, Termoplástico, com 10,49%, Metalúrgico, com 8,78%, e Mecânico, com 6,33%.
Apesar de representar uma parcela menor do faturamento total, o setor de Bebidas apresentou o maior avanço percentual entre os segmentos analisados, com crescimento de 48,05% no primeiro semestre.
A produção também alcançou números expressivos. De janeiro a junho, o PIM fabricou 1.152.715 motocicletas, motonetas e ciclomotores. No mesmo período, foram produzidos 6.226.893 telefones celulares.
Outros produtos também apresentaram aumento na fabricação. A produção de home theaters chegou a 24.465 unidades, crescimento de 30,70%, enquanto lâminas e cartuchos alcançaram 46.121.608 unidades, alta de 28%. Já os microcomputadores desktop somaram 5.813 unidades, avanço de 19,73%.
No comércio exterior, as empresas do Polo Industrial de Manaus exportaram US$ 391,04 milhões no primeiro semestre. Apenas em junho, as vendas para outros países chegaram a US$ 51,56 milhões.
Para a Suframa, o resultado dos primeiros seis meses demonstra a continuidade das atividades industriais e mantém os principais segmentos tradicionais da Zona Franca de Manaus entre os responsáveis pela maior parcela da movimentação econômica.
Além do faturamento das fábricas, o desempenho do PIM tem impacto direto sobre uma ampla cadeia formada por trabalhadores, fornecedores, transportadoras, comerciantes e empresas de serviços. Os números do primeiro semestre passam a servir como referência para acompanhar o ritmo da indústria amazonense na segunda metade de 2026.







