quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
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Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno e bloqueia bens de controladores

O Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira (18) a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora Títulos e Valores Mobiliários. A decisão, tomada em Brasília, visa a intervenção especial no conglomerado prudencial Pleno, classificado como de pequeno porte e enquadrado no segmento S4 da regulação. O Banco Pleno respondia por 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional.

Motivos da Liquidação

De acordo com o BC, a liquidação foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da liquidez. Além disso, o banco teria infringido normas que regem suas atividades e desobedecido determinações da autoridade monetária.

O BC informou que outras medidas podem ser adotadas para apurar responsabilidades. Caso irregularidades sejam confirmadas, serão aplicadas sanções administrativas e comunicações às autoridades competentes. Uma das medidas previstas é a indisponibilidade dos bens de controladores e administradores do conglomerado.

Banco Pleno e Relação com Banco Master

O Banco Pleno, anteriormente conhecido como Banco Voiter, integrou até meados de 2025 o conglomerado financeiro do Banco Master, comandado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. O Banco Master é investigado pela Operação Compliance Zero, que apura a concessão de créditos falsos, com suspeitas de fraudes que podem chegar a R$ 17 bilhões. O Banco Pleno é atualmente comandado por Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master.

Em comunicado ao mercado, o Banco Pleno informou possuir cerca de 160 mil credores com depósitos elegíveis para garantia, totalizando R$ 4,9 bilhões. Os pagamentos serão efetuados conforme regulamentação do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), com início após a conclusão do levantamento dos dados dos credores. O FGC garante o pagamento de até R$ 250 mil por CPF/CNPJ.

O banco também disponibilizou informações sobre o processo de pagamento no seu site e orientou os credores a utilizarem o Aplicativo FGC para agilizar o processo. O banco alega não fazer mais parte do conglomerado Master.

Indisponibilidade de Bens

A medida de indisponibilidade de bens abrange o núcleo de controle da instituição, incluindo pessoas físicas e jurídicas. Entre as empresas afetadas estão a NK 031 Empreendimentos e Participações; a DV Holding Financeira; a Master Holding Financeira; e a 133 Investimentos e Participações.

Os controladores com bens indisponíveis incluem Armando Miguel Gallo Neto, Augusto Ferreira Lima, Daniel Bueno Vorcaro e Felipe Wallace Simonsen. A lista também se estende a ex-administradores, como Angelo Antonio Ribeiro da Silva, Luiz Antonio Bull, Mauricio Antonio Quadrado, Renata Leme Borges dos Santos, Ronaldo Vieira Bento e Viviane Aparecida Rodrigues Afonso, além de Vorcaro e Augusto Ferreira Lima.

Com informações da Agência Brasil