quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
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Governo brasileiro suspende importação de cacau da Costa do Marfim por risco fitossanitário

O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou a suspensão temporária da importação de cacau em grão (amêndoas fermentadas e secas) proveniente da Costa do Marfim, maior produtor mundial desta commodity. A decisão, publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (24), entrou em vigor imediatamente.

Risco de pragas e doenças

A principal justificativa para a suspensão é o risco fitossanitário. Segundo o ministério, há a possibilidade de que cacau produzido em países vizinhos à Costa do Marfim seja misturado às cargas destinadas ao Brasil. Esses países não possuem autorização para exportar cacau para o território brasileiro, o que eleva o perigo de introdução de pragas e doenças.

“A medida fundamenta-se no risco fitossanitário decorrente do elevado fluxo de grãos de países vizinhos para o território marfinense, o que possibilita a mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao Brasil”, detalha o despacho oficial.

Apuração e exigências para retomada

As secretarias de Comércio e Relações Internacionais e de Defesa Agropecuária foram encarregadas de apurar os fatos relacionados à “triangulação de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da República da Costa do Marfim, com possíveis implicações fitossanitárias”.

A suspensão da importação permanecerá em vigor até que a Costa do Marfim apresente um documento formal que assegure a ausência de risco de presença de amêndoas de países vizinhos nas cargas exportadas para o Brasil.

Com informações da Agência Brasil