
Brasil – Uma movimentação inesperada no Supremo Tribunal Federal sacudiu o mundo político. O ministro Gilmar Mendes decidiu anular a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da empresa Maridt, ligada à família do ministro Dias Toffoli — mas o detalhe chamou atenção: a decisão foi tomada dentro de um processo que ele mesmo havia mandado arquivar há três anos.
Mesmo remetido ao arquivo, o caso nunca foi oficialmente encerrado, permanecendo “parado” nas gavetas do tribunal até ser reativado nesta sexta-feira.
Maridt usa estratégia jurídica inspirada em outra empresa
A reviravolta começou quando a Maridt buscou um atalho jurídico curiosamente semelhante ao utilizado pela Brasil Paralelo em 2021. Na ocasião, a empresa tentou barrar quebras de sigilo decretadas pela CPI da Covid, e agora a Maridt se valeu de argumentos parecidos para tentar anular decisões da CPI do Crime Organizado.
A empresa afirmou que a medida feria direitos constitucionais, como liberdade de expressão e de imprensa, além de privacidade e sigilo de fonte.
Decisão anterior é retomada com ajustes sensíveis
Em setembro de 2021, Gilmar já havia concedido parcialmente o pedido da Maridt, suspendendo o afastamento dos sigilos telefônico e telemático. Na época, ele determinou que as demais informações continuassem sob responsabilidade do então presidente da CPI, Omar Aziz, com compartilhamento restrito ao colegiado apenas em reuniões secretas.
Repercussão e dúvidas nos bastidores
A retomada de um processo “arquivado, mas não morto” causou forte repercussão nos bastidores de Brasília, levantando questionamentos sobre o funcionamento interno do STF, a ligação da empresa com a família Toffoli e o impacto político da decisão. Com a movimentação reacendendo debates sobre sigilos e CPI, a crise promete novos capítulos.







