quarta-feira, 4 de março de 2026
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Tribunal do Júri impõe 282 anos de prisão a envolvido em massacre no sistema prisional de Manaus

Três acusados pelo massacre na antiga Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus, foram condenados pelo Tribunal do Júri após julgamento realizado entre os dias 23 e 27 de fevereiro.

Janderson Rolin Matos, o “Passarinho”, foi sentenciado a 282 anos de prisão. Ronildo Nogueira da Silva, o “Canela”, recebeu pena de 36 anos, e Jones dos Remédios Martins, o “Bactéria”, foi condenado a 50 anos. Eles já estão presos e começarão a cumprir a pena em regime provisório, cabendo recurso.

Os três foram considerados culpados pelas mortes de Tássio Caster de Souza, Rildo Silva do Nascimento, Fernandes Gomes da Silva e Rubiron Cardoso de Carvalho, além de seis tentativas de homicídio ocorridas durante a rebelião registrada em 8 de janeiro de 2017.

O julgamento foi presidido pelo juiz Fábio Olintho de Souza, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. Este foi o segundo processo relacionado ao caso. Em julho do ano passado, outro réu já havia sido condenado a 168 anos de prisão.

A rebelião, segundo o Ministério Público, foi uma retaliação à chacina ocorrida dias antes no Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj), que deixou 56 detentos mortos. Na Vidal Pessoa, o ataque ocorreu durante a madrugada, após o apagamento das luzes da unidade, resultando em quatro mortes e seis feridos. Outros acusados ainda irão a julgamento nos próximos meses.