sábado, 9 de maio de 2026
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Flávio oferece cargo a Bolsonaro em eventual governo e promete anistia

Brasil – O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou, em entrevista à CNN na noite desta sexta-feira (8), que seu pai, Jair Bolsonaro (PL), teria “o cargo que quisesse” no governo caso vença as eleições de 2026.

Questionado sobre o fato de ter dito, em uma entrevista anterior para a emissora, que seu pai, caso se tornasse elegível e fosse solto a tempo, não o substituiria como candidato e nem poderia ter um cargo, o senador negou ter feito a afirmação.

“Se não me engano, não foi isso que falei, me perguntaram quem seria o presidente de fato, seria o Flávio Bolsonaro ou Jair Bolsonaro? E obviamente eu respondi que, em sendo a vontade do povo, o presidente será Flávio Bolsonaro. E o Jair Bolsonaro vai ser sempre o meu Norte, minha bússola, minha referência, é a pessoa com quem eu me consulto, que tem experiência inigualável e um faro político que eu desconheço alguém que tem algo parecido no Brasil”, disse o presidenciável.

Em seguida, o senador cogitou contar com o ex-presidente em um eventual governo seu. “Se ele quiser exercer algum cargo no meu governo, é óbvio que ele vai exercer, sim”, disse. “Nesse meio tempo, entre as eleições e a nossa posse em janeiro do ano que vem, além de um grande pacote de ajustes fiscais, pretendo sim fazer, usar essa força que um presidente recém-eleito tem junto ao Congresso Nacional para, dentre outras coisas, aprovar uma anistia ampla, geral e irrestrita, para que o presidente Bolsonaro possa, no dia 6 de janeiro, subir a rampa do Planalto junto comigo”, prometeu.

Flávio Bolsonaro falou sobre Ciro Nogueira

Flávio Bolsonaro também comentou o fato de um aliado dele e ex-ministro-chefe da Casa Civil de seu pai, senador Ciro Nogueira (PP-PI), ter sido alvo da Polícia Federal por suas relações com Daniel Vorcaro no caso do Banco Master.

“Ele vai ter oportunidade de se defender, e é assim que nós esperamos que ele faça, diferente da oportunidade que o presidente Bolsonaro não teve com o relator, que foi o ministro Alexandre de Moraes. Toda uma farsa que aconteceu nesse julgamento”, afirmou.

Na sequência, o senador tentou se desvincular do presidente nacional do PP. “Agora, na verdade, a gente não está negociando o apoio do senador Ciro Nogueira. O que nós sempre conversamos foi sobre o apoio da federação. São dois partidos juntos, o Progressista e o União Brasil, e são bancadas grandes, são dezenas de parlamentares, não só na Câmara dos Deputados, mas também no Senado Federal. São grandes lideranças em seus estados, e obviamente que é importante, sim, que a gente tenha, não apenas a federação, mas outros partidos que nós continuaremos conversando para termos em nossa chapa.”

O presidenciável também buscou se esquivar de ter cogitado em entrevista Ciro Nogueira como um possível vice em sua chapa. ”Em uma entrevista lá atrás, eu, por cortesia, falei que ele teria um perfil que se encaixaria e tal… Mas muito mais uma cortesia para ele, porque a escolha de vice está longe ainda de um martelo ser batido, isso vai acontecer mais para frente, lá perto das convenções. E, mais uma vez, insisto aqui, ultimamente, tenho refletido e as pesquisas têm mostrado, tenho preferência por uma vice.”

A Polícia Federal (PF) afirma ter indícios de que o senador Ciro Nogueira recebia pagamentos mensais que variaram entre R$ 300 mil e R$ 500 mil do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso preventivamente em Brasília desde o início de março de 2026.