quinta-feira, 21 de maio de 2026
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Delação de Daniel Vorcaro é barrada pela PF por falta de provas e informações inéditas

A proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro foi rejeitada pela Polícia Federal, que comunicou oficialmente a decisão à defesa do empresário e ao ministro do STF André Mendonça, relator do caso.

Vorcaro é investigado em apurações que envolvem suspeitas de corrupção, fraudes financeiras e desvios de recursos ligados a fundos de pensão e regimes próprios de previdência social. Diante do avanço das investigações, a defesa do banqueiro tentou firmar um acordo de colaboração premiada.

A PF, no entanto, avaliou que as informações apresentadas não trouxeram elementos inéditos nem contribuíram de forma efetiva para o andamento das investigações. Segundo informações divulgadas pelo R7, os investigadores também consideraram insuficientas as provas apresentadas para sustentar os relatos.

Apesar da negativa da Polícia Federal, a possibilidade de acordo ainda não está descartada. Pela legislação brasileira, tanto a PF quanto o Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria-Geral da República (PGR), têm autonomia para negociar delações premiadas.

Com isso, a PGR ainda poderá analisar a proposta apresentada por Vorcaro — ou uma eventual nova versão do acordo — e decidir se aceita ou não a colaboração.

Caso os procuradores aprovem a delação, o acordo será formalizado e encaminhado ao STF para homologação. Se a PGR também rejeitar os termos, o banqueiro seguirá respondendo ao processo criminal sem os benefícios da colaboração premiada.