
O fim da escala de trabalho 6×1, em que o trabalhador atua seis dias e tem apenas um dia de folga, é apoiado por 69% dos brasileiros, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em julho de 2026. Outros 22% são contra a mudança, enquanto 3% não são favoráveis nem contrários e 6% não souberam responder.
O apoio à proposta se manteve estável nos últimos meses. Em março, 68% dos entrevistados defendiam o fim da escala, índice que subiu para 69% em julho. Já a rejeição permaneceu em 22%.
O levantamento também revelou que 75% dos entrevistados sabem que a proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e está em análise no Senado. Outros 25% disseram não acompanhar a tramitação.
A proposta está prevista na PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, garante dois dias de descanso remunerado e impede redução salarial. O texto foi aprovado pela Câmara em dois turnos e prevê um período de transição de 14 meses para entrar em vigor.
No Senado, a proposta ainda aguarda avanço nas comissões. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que o texto não deve ser levado diretamente ao plenário e que precisa passar por análise dos senadores.
Apesar da demora na tramitação, a pesquisa mostra que a maioria da população continua favorável à mudança. Antes de responderem, os entrevistados tiveram acesso a argumentos contra e a favor da medida e, mesmo assim, o apoio permaneceu acima de dois terços.
Sobre os impactos da mudança, 50% acreditam que o fim da escala 6×1 reduzirá a quantidade de horas trabalhadas por semana, enquanto 45% não esperam essa redução.
Entre aqueles que acreditam que terão mais tempo livre, 53% afirmam que pretendem descansar ou passar mais tempo com a família. Outros 13% disseram que usariam o período para buscar uma renda extra, 12% fariam cursos ou estudariam e 9% dedicariam o tempo a atividades religiosas.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu eleitores em julho de 2026 e mediu a percepção da população sobre a proposta de mudança na jornada de trabalho.






