quarta-feira, 15 de julho de 2026
Início JUSTIÇA “Colômbia” tem prisão preventiva mantida pela Justiça Federal no caso Bruno Pereira...

“Colômbia” tem prisão preventiva mantida pela Justiça Federal no caso Bruno Pereira e Dom Phillips

Servidores da Funai (Fundação Nacional do Índio),em greve, fazem vigília e pedem a saída do presidente Marcelo Xavie, presidente da fundação. A PF (Polícia Federal) disse a jornalistas nesta 4ª feira (15.jun.2022) acreditar que, pela confissão do suspeito Amarildo da Costa Oliveira e pelo local apontado por ele, há “grandes chances” de que os restos humanos encontrados no Vale do Javari sejam do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira. Sérgio Lima/Poder360 15.jun.2022

A Justiça Federal decidiu manter a prisão preventiva de Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como “Colômbia”, acusado de envolvimento nos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. A decisão foi tomada pela Vara Federal Cível e Criminal de Tabatinga, no Amazonas.

A defesa havia solicitado a revogação da prisão e a aplicação de medidas alternativas, mas o pedido foi negado após o Ministério Público Federal (MPF) defender a continuidade da custódia.

Segundo a decisão, permanecem os motivos que justificam a prisão preventiva, incluindo os indícios de participação de Villar no duplo homicídio, apontados no processo que levou o caso ao Tribunal do Júri.

A magistrada também considerou que o acusado responde a outro processo no qual é investigado como suposto líder de uma organização criminosa envolvida em ameaças, crimes violentos e homicídios. Para a Justiça, a situação representa risco à ordem pública.

Outro ponto destacado foi o possível risco de fuga. Rubén Villar é colombiano e vive na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, área com intensa movimentação de pessoas, o que poderia dificultar o cumprimento da lei caso ele fosse solto.

Além de manter a prisão, a Justiça Federal abriu prazo para que MPF, assistência de acusação e defesa se manifestem sobre um possível desaforamento do julgamento, que poderia transferir o Tribunal do Júri para outra comarca.