segunda-feira, 9 de março de 2026
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Brasil busca parceria com a Índia para produção de medicamentos e vacinas

O governo brasileiro demonstrou interesse em firmar uma cooperação com a Índia para a produção conjunta de medicamentos e vacinas. A iniciativa foi apresentada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a participação do presidente Lula na cúpula sobre o impacto da inteligência artificial em Nova Délhi.

A proposta de parceria abrange instituições públicas e empresas de ambos os países, com foco na fabricação de medicamentos oncológicos e para o combate a doenças tropicais. O objetivo é fortalecer a capacidade produtiva local e ampliar o acesso da população a tratamentos essenciais.

Ampliação de trocas em saúde pública

Em reuniões com os ministros indianos Jagat Prakash Nadda (Saúde e Bem-Estar da Família) e Prataprao Jadhav (de Medicina Tradicional), Padilha também discutiu a expansão de ações e o intercâmbio de experiências voltadas ao acesso gratuito aos serviços de saúde.

“Brasil e Índia têm sistemas públicos robustos, forte capacidade científica e papel estratégico no Sul Global. Nossa cooperação em saúde pode ampliar o acesso da população a medicamentos, fortalecer a produção local e impulsionar a inovação”, destacou o ministro brasileiro.

O Brasil convidou a Índia a integrar a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, buscando colocar os dois países na vanguarda de uma nova agenda internacional de saúde. Essa agenda visa priorizar a produção local, a inovação e a cooperação solidária.

Inteligência artificial e saúde digital

Outro ponto de discussão entre as autoridades brasileiras e indianas foi a aplicação de tecnologias digitais e inteligência artificial na organização dos sistemas públicos de saúde. Padilha ressaltou que o intercâmbio em saúde digital pode ser fundamental para a modernização do SUS, ampliando o acesso e a qualificação do atendimento à população.

Foi proposta também a criação de uma biblioteca digital de medicina tradicional, que reunirá evidências científicas, protocolos, estudos clínicos, registros históricos e boas práticas sobre práticas integrativas e complementares em saúde.

Com informações da Agência Brasil