
A eleição da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, realizada na última quarta-feira (11), continua gerando repercussão. Um abaixo-assinado criado na internet contra a escolha já ultrapassou 120 mil assinaturas até esta segunda-feira.
A petição foi criada pela pré-candidata a deputada federal Sophia Barclay e afirma que o objetivo é provocar debate sobre representatividade feminina na presidência do colegiado.
Erika Hilton foi eleita com 11 votos e se tornou a primeira parlamentar trans a comandar a comissão. A vice-presidência ficou com a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ). Na votação, 10 parlamentares votaram em branco.
A escolha gerou críticas de parte das deputadas. Entre elas, Greyce Elias (Avante-MG), Rosângela Moro (União Brasil-PR) e Delegada Ione (Avante-MG), que defenderam que a comissão deveria ser presidida por uma mulher biológica por tratar de temas ligados à realidade feminina, como maternidade, saúde e violência contra a mulher. Outras parlamentares também se manifestaram nas redes sociais sobre o tema.





