
Mensagens analisadas pela Polícia Civil de São Paulo indicam que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto teria feito investidas repetidas contra uma soldado da Polícia Militar meses antes de se tornar réu por feminicídio e fraude processual no caso da morte da esposa, Gisele Alves Santana.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, os diálogos integram uma investigação aberta após a policial denunciar o oficial por assédio. A perícia aponta que ele teria se valido da hierarquia dentro da corporação para tentar se aproximar da subordinada, com contatos frequentes por mensagens e supostas ofertas de vantagens profissionais.
Nas conversas analisadas, o oficial menciona atividades do ambiente de trabalho e sugere indicações funcionais, como a possibilidade de a soldado atuar como “secretária”. Em outra mensagem, pede que ela prepare café para colegas. A policial recusou as propostas.
Os investigadores também identificaram mensagens em que o tenente-coronel afirma interesse em morar próximo à soldado. Em um dos diálogos, enviado em setembro de 2025, ele relata ter passado pela rua onde ela vive e diz que estaria procurando um apartamento na região.







