quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Brasileiros comemoram reajuste do Bolsa Família, que passa de R$ 600 para R$ 691

Brasil – O Governo Federal anunciou nesta quinta-feira (17) o reajuste de 15,04% nos valores do Bolsa Família. Com a atualização, o benefício mínimo pago às famílias passará de R$ 600 para R$ 691, a partir da folha de pagamentos de outubro.

Segundo o governo, o reajuste tem como objetivo recompor a inflação acumulada e preservar o poder de compra das famílias beneficiárias.

Ao comentar a medida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou em suas redes sociais.

“O Bolsa Família vai ser reajustado para recompor a inflação e proteger o poder de compra das famílias brasileiras. O benefício mínimo passa de R$ 600 para R$ 691. É o Governo Federal cuidando de quem precisa, combatendo a fome, reduzindo a pobreza e criando condições para que milhões de brasileiros tenham mais renda, mais oportunidades e uma vida melhor”.

A publicação rapidamente recebeu manifestações de apoio e também críticas de internautas. Entre os comentários favoráveis, usuários destacaram o papel do programa no combate à fome e na garantia de renda para famílias em situação de vulnerabilidade.

“Não passo fome, mas voto por quem passa, tenho acesso à educação, mas voto por quem não tem, não ganho auxílio do governo, mas voto por quem precisa… É sobre coletivo, não só sobre você. Isso é política de verdade”, escreveu uma internauta.

Outro comentário dizia: “Enquanto uns riam de fila de osso, nosso presidente tá melhorando um dos maiores programas do mundo que bota comida na mesa das pessoas. É Lula de novo pelo povo, para o povo e com o povo, sempre”.

Também apareceram mensagens como “Lula na frente, futuro pra gente”, “Enquanto uns querem acabar, Lula quer cada vez mais valorizar o Bolsa Família” e “Isso não é um presidente. É um pai”.

Críticas também repercutiram

O anúncio, porém, não foi recebido de forma unânime. Uma internauta publicou uma crítica à maneira como o programa funciona atualmente e defendeu que o benefício seja acompanhado de oportunidades para geração de renda e autonomia financeira.

“Na minha opinião, nem o Bolsa Família deveria existir da forma como funciona hoje. O que mais vejo são pessoas se acomodando com o benefício e tratando esse dinheiro como se fosse suficiente para se manter, ou até para sustentar uma criança”.

Na publicação, ela afirmou ainda que o auxílio deveria ser um suporte temporário para quem realmente precisa, acompanhado de oportunidades e incentivos para que os beneficiários possam conquistar a própria renda. A internauta também argumentou que a dependência do benefício poderia manter famílias em um ciclo de baixa renda.

Em contrapartida, outros internautas defenderam a medida e destacaram a importância do programa para as famílias brasileiras. Entre os comentários, um usuário escreveu: “Enquanto uns riam de fila de osso, nosso presidente tá melhorando um dos maiores programas do mundo que bota comida na mesa das pessoas. É Lula de novo pelo povo, para o povo e com o povo, sempre!”.

Criação do Programa

O Bolsa Família foi criado em 20 de outubro de 2003, durante o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, por meio da Medida Provisória nº 132. O programa unificou iniciativas de transferência de renda que já existiam, como Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e Cartão Alimentação.

Ao longo de mais de duas décadas, o programa passou por diferentes mudanças e se consolidou como uma das principais políticas de transferência de renda do país.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), nos primeiros 20 anos de existência, o Bolsa Família havia beneficiado 21,45 milhões de famílias em todos os 5.570 municípios brasileiros.

Atualmente, o programa atende milhões de famílias brasileiras em situação de pobreza e extrema pobreza. Com o novo reajuste, o governo afirma que busca recompor as perdas inflacionárias e preservar o poder de compra dos beneficiários.

Assim, o novo valor mínimo de R$ 691 passa a integrar a política de transferência de renda a partir de outubro, enquanto o anúncio segue gerando diferentes manifestações e debates nas redes sociais sobre o papel e o futuro do Bolsa Família.